O Cerrado constitui
o 2º maior bioma brasileiro, ocupando uma área de 2.036.448 km2, aproximadamente
22% do território brasileiro (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2013). Está presente desde a região sul
(norte do estado do Paraná) indo até a região norte, no litoral do estado do
Piauí. Considerada por muito tempo pobre, hoje sua biota é reconhecida como uma
das mais ricas do mundo (IBGE, 2004) possui atualmente elevado nível de
ocupação antrópica, impulsionado principalmente a partir da década de 1970 com
o uso de técnicas para a expansão da agricultura, além da criação de pastagens
para a agropecuária.
Possuindo uma fitofisionomia bastante
variada, ela vem sendo caracterizada por vários estudos desde o séc. XIX (MARINHO-FILHO
et al., 2010). Pode-se classificar o cerrado sensu lato em:
· Campo limpo:
predomínio de gramíneas, poucos arbustos e ausência de árvores;
· Campo sujo:
predomínio de gramíneas e arbustos, com poucas árvores;
· Cerrado sensu stricto: baixa cobertura de gramíneas e
arbustos, e considerável presença de árvores;
· Cerradão: com
uma maior cobertura de árvores, além de um estrato de menor altura, ausente de
gramíneas e composto por plântulas e outras ervas (MARINHO-FILHO et al., 2010);
Com
tamanha variedade e complexidade dentro dessas categorias fisionômicas, existem
diversos fatores que influenciam na fisionomia das espécies vegetais do
Cerrado, como o clima, a presença de fogo, a drenagem do solo, a profundidade
em que as plantas conseguem obter água além da fertilidade do solo
(MARINHO-FILHO et al., 2010).
Um fator
de destaque na vegetação de destaque é a presença de inúmeras espécies arbóreas
com troncos retorcidos, com algumas hipóteses para essa forma. Acredita-se que
essa morfologia possa ser decorrente da elevada concentração de alumínio no
solo, que aumenta sua acidez, o que diminui a disponibilidade de nutrientes e
interfere no desenvolvimento da planta. Outra hipótese é a ação do fogo no
desenvolvimento dessas plantas, onde a queimada destruiria as gemas (regiões
com células que dão origem a novos galhos) e novas se desenvolveriam em outras
regiões da planta (STELLA & FIGUEIREDO,
2008).
Grupo: Fernanda Assis Moraes ; Guidson Martins ; Luiz Gerônimo Gruppi ; Manoela Lelis Leitão
REFERÊNCIAS
IBGE. 2004. Mapa
de biomas do Brasil. Escala 1:5.000.000. Disponível em: <ftp://geoftp.ibge.gov.br/mapas_tematicos/mapas_murais/biomas.pdf>.
Acesso em 14 dez. 2013.
MARINHO-FILHO, J.; MACHADO, R. B.; HENRIQUES, R. P. B.
Evolução do conhecimento e da conservação do Cerrado brasileiro. In: DINIZ, I.
R.; FILHO, J. M.; MACHADO, R. B.; CAVALCANTI, R. B. (Org.). Cerrado: conhecimento científico
quantitativo como subsídio para ações de conservação. 1. Ed. Brasília:
Thesaurus, 2010. cap. 1, p. 15-31.
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. O Bioma Cerrado. Disponível em <http://www.mma.gov.br/biomas/cerrado>.
Acesso em 15 dez. 2013.
STELLA, A; FIGUEIREDO, I. Por que as árvores do cerrado são
retorcidas? Revista Ciência Hoje, mar. 2008. Disponível em: <http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/revista-ch-2008/246/por-que-as-arvores-do-cerrado-sao-retorcidas/>. Acesso em 14 dez 2013.
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