terça-feira, 7 de janeiro de 2014

"DESBRAVANDO" O CERRADO E SUA FITOFISIONOMIA (Grupo Teatro)

          Após pesquisa das espécies animais que utilizaremos no projeto de Teatro para EDP IV (http://edp4-uftm.blogspot.com.br/2013/12/projeto-de-teatro-cerrado.html), começamos agora uma busca de referenciais quanto a algumas características do Cerrado, bem como sua fitofisionomia predominante, visando maior fundamentação teórica para os conceitos abordados em nosso projeto.

          O Cerrado constitui o 2º maior bioma brasileiro, ocupando uma área de 2.036.448 km2, aproximadamente 22% do território brasileiro (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2013). Está presente desde a região sul (norte do estado do Paraná) indo até a região norte, no litoral do estado do Piauí. Considerada por muito tempo pobre, hoje sua biota é reconhecida como uma das mais ricas do mundo (IBGE, 2004) possui atualmente elevado nível de ocupação antrópica, impulsionado principalmente a partir da década de 1970 com o uso de técnicas para a expansão da agricultura, além da criação de pastagens para a agropecuária.
          Possuindo uma fitofisionomia bastante variada, ela vem sendo caracterizada por vários estudos desde o séc. XIX (MARINHO-FILHO et al., 2010). Pode-se classificar o cerrado sensu lato em:

·       Campo limpo: predomínio de gramíneas, poucos arbustos e ausência de árvores;
·       Campo sujo: predomínio de gramíneas e arbustos, com poucas árvores;
·       Cerrado sensu stricto: baixa cobertura de gramíneas e arbustos, e considerável presença de árvores;
·       Cerradão: com uma maior cobertura de árvores, além de um estrato de menor altura, ausente de gramíneas e composto por plântulas e outras ervas (MARINHO-FILHO et al., 2010);

          Com tamanha variedade e complexidade dentro dessas categorias fisionômicas, existem diversos fatores que influenciam na fisionomia das espécies vegetais do Cerrado, como o clima, a presença de fogo, a drenagem do solo, a profundidade em que as plantas conseguem obter água além da fertilidade do solo (MARINHO-FILHO et al., 2010).
          Um fator de destaque na vegetação de destaque é a presença de inúmeras espécies arbóreas com troncos retorcidos, com algumas hipóteses para essa forma. Acredita-se que essa morfologia possa ser decorrente da elevada concentração de alumínio no solo, que aumenta sua acidez, o que diminui a disponibilidade de nutrientes e interfere no desenvolvimento da planta. Outra hipótese é a ação do fogo no desenvolvimento dessas plantas, onde a queimada destruiria as gemas (regiões com células que dão origem a novos galhos) e novas se desenvolveriam em outras regiões da planta (STELLA & FIGUEIREDO, 2008).

Grupo: Fernanda Assis Moraes ; Guidson Martins ; Luiz Gerônimo Gruppi ; Manoela Lelis Leitão

REFERÊNCIAS

IBGE. 2004. Mapa de biomas do Brasil. Escala 1:5.000.000. Disponível em: <ftp://geoftp.ibge.gov.br/mapas_tematicos/mapas_murais/biomas.pdf>. Acesso em 14 dez. 2013.

MARINHO-FILHO, J.; MACHADO, R. B.; HENRIQUES, R. P. B. Evolução do conhecimento e da conservação do Cerrado brasileiro. In: DINIZ, I. R.; FILHO, J. M.; MACHADO, R. B.; CAVALCANTI, R. B. (Org.). Cerrado: conhecimento científico quantitativo como subsídio para ações de conservação. 1. Ed. Brasília: Thesaurus, 2010. cap. 1, p. 15-31.

 
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. O Bioma Cerrado. Disponível em <http://www.mma.gov.br/biomas/cerrado>. Acesso em 15 dez. 2013.

STELLA, A; FIGUEIREDO, I. Por que as árvores do cerrado são retorcidas? Revista Ciência Hoje, mar. 2008. Disponível em: <http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/revista-ch-2008/246/por-que-as-arvores-do-cerrado-sao-retorcidas/>. Acesso em 14 dez 2013.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.